sábado, 14 de agosto de 2010

Lembranças

De todas as memórias que escolhi carregar comigo, teu olhar é uma delas. Lembro-me ainda de cada longo cílio, de como duas amêndoas brilhantes casavam-se com cada sorriso sincero e de como não se apagavam nem mesmo ao chegar das lágrimas. Teu olhar, carrego comigo, e não há o que se compare a ele. E uma de minhas memórias favoritas. É uma daquelas que carregam em si o significado de eternidade.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tecnicamente

Há momentos em que só um cigarro parece acalmar. Não, eu não fumo, há dez anos não trago um cigarro inteiramente e hoje é um daqueles dias em que a única coisa que parece me acalmar é um cigarro. Ou isso ou eu chegue a um ponto em que meus vícios não me satisfazem mais.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Don't you know that I'm a fool for you?




Ooh, baby, don't you know I suffer?
Ooh, baby, can't you hear me moan?
You caught me under false pretenses
How long before you let me go?
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Ooooh-ahhh, you set my soul a-light
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the supermassive
[ooooh-ahhh, you set my soul a-light]
I thought i was a fool for no one
But, ooh, baby, I'm a fool for you
You're the queen of the superficial
But how long before you tell the truth?
Supermassive black hole

O peso das palavras 2

Eu tenho uma palavra gravada no peito. Eu tenho uma palavra que pesa tanto quanto "sempre". Penso nisso hoje. É, realmente, sempre. E tanto quanto pesa, é leve, é verdadeira, é o que deve ser. Sempre foi. Eu tenho uma palavra que não se apaga. Nem quero que apague. Ao menos em uma escolha eu acertei.

O peso das palavras

Porque se agora elas são ditas em meio a verdades, pode ser que amanhã nem tenham mais significado.
E elas pesam mais com o avanço da idade. Com o avanço do tempo. E eu nem precisei atingir a maturidade para entender o significado de sempre. Sempre. É a palavra mais pesada que existe.

domingo, 8 de agosto de 2010

Rendenção

Não fui capaz de me fixar em seus pensamentos, o que, de fato, deixa-me sempre frustrada. Sei que ela sempre esteve por perto, sempre pairou e há de pairar ainda que você decida buscar outro futuro. Sei que ela lhe persegue pois é assim que agem as imagens em nossas cabeças. Eu conheço o amor e suas nuances, conheço aquelas figuras que vão e voltam e nos prendem a um ciclo de ressentimentos e declarações apaixonadas. Tenho lá o meu amor incondicional.
Você está presa a seu amor e só quem está preso entende o que é enfrentar um mundo pelo um. Por mais que eu tente, ou queira, ou esforce-me para que você se desprenda dele, sei que há uma eterna linha indestrutível entre você e ela. Embora arrependa-me de não ter tentado diminui-la, não seria eu nem ninguém capaz de reduzi-la ao nada. Cultivar esta linha é mais uma demonstração de suas virtudes. Admiro-lhe tanto por isso que me sinto culpada ao tentar persuadir-lhe daquilo que todos ao seu redor também tentam. Ao mesmo tempo, penso no que seria este "precisar" que torne o amor uma dependência. Ele é perigoso, pois se os conceitos divergem, quem se machuca é você, que nutre a sinceridade.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Das culpas

É muito mais fácil apontar os dedos em todas as direções e, quando não funcionar, voltá-los todos para si mesmo. Culpas são, inexoravelmente, divididas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mas só pra constar

O que eu mais sinto falta é do abraço.
Lembra que disse que o meu é o melhor do mundo?
O dou em troca.

Menschliches, Allzumenschliches

Não é no modo como uma alma se aproxima da outra, mas em como se afasta dela que reconheço seu parentesco e relação com a outra. (Friedrich Nietzsche)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Paradoxos

Detesto ficar feliz porque sei que rapidamente voltarei à tristeza habitual.
Detesto gostar das pessoas porque sei que meus sentimentos não dão ouvidos às minhas razões.
Detesto perceber as possibilidades porque os desenrolares sempre machucam.
Detesto sentir compaixão pelas palavras ditas quando as ações as apagarão completamente, como se jamais tivessem sido ditas.
Detesto não ter nascido ontem e por isso perder qualquer esperança e esperar sempre pelo pior.
Detesto a rapidez dos acontecimentos, pois é isso que tira deles o sentido.
Detesto a capacidade das pessoas de voltarem atrás. Mesmo que às vezes isso seja bom pra mim.
Detesto a espera constante de que dias melhores virão, porque se vem vão embora, e de nada adianta os passos firmes.
Detesto esta história de amar a si próprio, porque eu, que me esforço para por esta realização, logo a descarto quando tenho a oportunidade de cuidar de outra pessoa.
Detesto ter resoluções sobre minha vida que não posso levar adiante por causa das resoluções de outras pessoas.
Detesto o fato de que, qualquer decisão tomada sobre uma vida, não afeta uma vida apenas, mas as que a cercam.
Detesto que tudo seja tão paradoxal. Inclusive eu.

domingo, 1 de agosto de 2010

Insensatez

- é, eu não curto muito o Vinícius não, mas Tom Jobim salva qualquer coisa -

A insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah! Porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah! Meu coração quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai meu coração
Pede perdão, perdão apaixonado
Vai porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado

Poema bêbado

Das acomodações, respostas mais fáceis
Dias não tão calmos, mas comuns e previsíveis
Em meio a sentimentos praticamente descartáveis
Ou fogos acesos facilmente apagáveis.

Engraçado até demais poder decidir
Quando confusões, poderes de ir e vir
Ainda altamente apresentáveis
Não se tornam derrotas quase afáveis

Uma vez que escolhas não são fornecidas
São, muito mais, desvendadas
E vão, um milhão de cartas, jogadas
Para as faces transtornadas

Famílias e amores verdadeiros
São, assim, jogados em vespeiros
Cultivados de tantos erros
Ficam mais parecidos com desterros.

sábado, 31 de julho de 2010

É inacreditável

É como se você não ouvisse as próprias palavras
É como se você de repente esquecesse tudo o que já disse
É como se você voltasse atrás numa decisão, sabendo que não deveria
É como se você não tivesse falado nada, não tivesse constatado nada, não tivesse percebido nada
É como se, em todo aquele tempo, nada tivesse acontecido.
É como se você não se desse valor.

E uma frase feita

Tudo que é bom dura pouco.
Mas é que durou pouco demais!

Odeio

Odeio o fato de o meu coração bater mais rápido
E eu não poder fazer nada para acalmá-lo
Por mais que eu queira, por mais que eu tente
Odeio o fato de ter sido conquistada por você

Uma via de mão dupla
Aquilo que me deixava tão feliz
Agora me torna insuportável
Como qualquer ilusão
                - Que, uma hora, acaba passando.